Estes dias, li ou ouvi alguém falar que as pessoas hoje estão cada dia mais tristes, pela necessidade de serem notadas, serem reconhecidas, principalmente, pelo outro. É o Big Brother da vida real.
É fato que hoje as pessoas se expõem mais, e as redes sociais tem facilitado isto. E, nesta exposição, geram uma expectativa que muitas vezes não é atendida. É meio que um auto-voyeurismo. Quer ser visto por mais gente e quer se satisfazer com isto. Utilizando o facebook como exemplo, quanto mais curtidas nas minhas fotos e minhas postagens tiverem, o usuário se sentirá mais popular e referência de uma situação, seu ego infla, e o seu orgulho então… Os indivíduos incorporam isto, não apenas na vida social, mas em outros campos, como a vida afetiva.
Para eu me sentir e ser feliz, preciso encontrar alguém que me ame e me faça feliz. O mais engraçado, paradoxal e interessante é que, muitas vezes, a pessoa interessada não pensa na outra, apenas a sua vontade interessa, mesmo existindo duas pessoas diferentes na determinada situação.
E, surgem os desvarios, as loucuras e tentativas de conquistas como também as decepções que levam a depressões e outras situações mais graves. Eu preciso e necessito ser notado a todo custo e tem pessoas que não se importam. Você vai gostar de alguém e para esta outra pessoa, você será mais alguém, um alguém qualquer na multidão. E o que você vai fazer com tudo isto?
Algumas se controlam e seguem em frente. Outras param e roem e corroem aquela frustração, como se apenas aquilo importasse. Ao meu ver, torna-se um aprendizado, porque as pessoas entram e saem das nossas vidas a todo instante.
Devemos buscar sempre o que é melhor para nós. Pelo menos em tese a situação acontece desta maneira. Para que dar atenção para alguém que não se preocupa comigo? E outra, ao invés de buscar um sentimento fora de você, já pensou em buscar este sentimento dentro de você? Já imaginou se conversando consigo em frente ao espelho e perguntando quem você realmente é? Como faço para me amar? Ah, você se ama? Será mesmo?
Os sentimentos devem surgir de dentro para fora. O que nos torna dependentes dos sentimentos alheios é a falta de consciência e maturidade para lidar com estes fantasmas que nos percorrem. Olhar para si de forma sincera, prática, verdadeira e imaginar o que se deseja.
Já imaginou que muitas vezes, o nosso sentimento por alguém, é para satisfazer o nosso bem-estar e não o bem-estar alheio. Quando eu gosto de alguém, claro, tenho que cultivar este sentimento em parceria. Quando não existe parceria, nem relação, e pior, nenhum sentimento (em tese), não tem o que ser cultivado.
A vida segue carissimos. Novas situações, experiências, pessoas surgem. Aproveite a vida e aprenda com as melhores pessoas que são aquelas que te proporcionam bons sentimentos e fazem você se sentir bem. É aquele velho ditado: gostar de quem gosta de mim.




